Arte & Cultura Artes Plásticas

Metrópole da Arte de Rua

Berlim destaca-se entre as capitais europeias pela sua arte de rua. Aqui, os artistas são muito bem-vindos e podem manifestar suas ideias livremente. Você pode ver a seguir alguns trabalhos que deixam a cidade mais alegre e com ar de vanguarda.
Anne Frank é lembrada em painel da Haus Schwarzenberg

Esse texto é uma declaração de amor. Quem ama arte, ama Berlim. É indiscutível que a capital alemã tornou-se uma referência mundial em arte de rua. É dispensável o levantamento de dados para provar que a criatividade de artistas do mundo inteiro tem um espaço reservado nas paredes dos prédios, das casas, nos muros, até nas estações e nos trens. O melhor guia para desfrutar dessas obras ao ar livre é o olhar atento e a mente aberta para o novo.

Foi o que fez o fotógrafo Luciano Lima Jr. Ele percorreu as ruas da cidade a procura de grafites e encontrou bem mais do que procurava. Claro, foi fácil achar lindas imagens e você pode apreciar nessa série que a Mais Berlim preparou especialmente para o lançamento da revista.

No bairro Mitte, há décadas os artistas expressam suas ideias na galeria Haus Schwarzenberg. Entre as pinturas, podem ser encontradas referências à memória do holocausto. A adolescente alemã, Anne Frank, foi uma das vítimas do genocídio, por ter origem judia.

Artistas livres na galeria Haus Schwarzenberg

Hip Hop espalha grafite pelo Mundo

Em meados de 1970, o movimento artístico do grafite ganhou força em Nova York com o movimento Hip Hop e logo chegou à Europa, também com influência dos punks. Londres, Amsterdã e Berlim foram as primeiras cidades a abraçarem o grafite. A criatividade faz de qualquer objeto, uma moldura para os grafiteiros, como um carro abandonado.

No começo, as obras tinham um caráter político mais forte do que hoje em dia. Com o tempo, o grafite ganhou até status comercial e faz parte, inclusive, de projetos de arquitetura. A arte de rua ganhou ainda um museu, o Urban Nation, no bairro de Schöneberg. Artistas reconhecidos em todo o mundo, como o francês JR, escolhem as ruas de Berlim para expor suas ideias. Durante a série “The Wrinkles of the City”As Rugas da Cidade, ele produziu 15 colagens de suas fotografias na capital alemã. O trabalho resgata o valor das pessoas mais velhas. A técnica das colagens nas ruas é chamada de pós-grafite. ” A gente nem consegue perceber a diferença entre a colagem e o grafite”, relatou o fotógrafo.

JR – “Wrinkles of the City” – Herr Zyia – 2013

A brasileira Fátima Cruz sente-se privilegiada. Ao abrir a janela da sala, a pernambucana depara-se com um grafite gigante, no bairro de Charlottenburg. Em entrevista à Mais Berlim, a ajudante de cozinha disse que acompanhou o trabalho do artista, diariamente, curiosa para saber que desenho ele tinha na cabeça.

Outra grande referência da arte de rua em Berlim é a East Side Gallery , uma galeria de arte ao ar livre. Logo depois da queda do muro que dividia a cidade, ocorrida em novembro de 1989, 118 artistas de 21 países começaram a pintar a parte do muro que ficou preservada, como memória da história. 1300 metros de arte que se tornaram a maior galeria ao ar livre do mundo.

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