Arquivo de Clima - https://maisberlim.com/category/clima/ Notícias e serviços para brasileiros em Berlim e na Alemanha Wed, 07 Oct 2026 11:18:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.4 https://maisberlim.com/wp-content/uploads/2026/06/cropped-logo-3-32x32.png Arquivo de Clima - https://maisberlim.com/category/clima/ 32 32 De atriz mirim da Globo a destaque da ciência: brasileira está entre os 100 nomes escolhidos pelo Tagesspiegel https://maisberlim.com/brasileira-100-nomes-ciencia-berlim-thaiane-maciel/ Wed, 07 Oct 2026 10:47:29 +0000 https://maisberlim.com/?p=1738 Thaiane Maciel, ex-atriz da Globo, foi escolhida pelo Tagesspiegel entre 100 nomes de destaque da ciência de Berlim. Conheça sua trajetória.

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Os 100 nomes mais importantes da ciência de Berlim – reprodução Tagesspiegel

Thaiane Maciel dos Santos, de 33 anos, saiu das novelas para a pesquisa ambiental na Alemanha. Hoje, estuda na Universidade de Potsdam, pesquisa a redução do uso de plástico na construção civil e chegou a dar aulas no próprio mestrado antes de concluí-lo. Ao Mais Berlim, ela conta como essa transformação aconteceu.

A brasileira Thaiane Maciel dos Santos foi escolhida pelo jornal alemão Tagesspiegel para a seleção “100 Köpfe der Wissenschaft” de 2026, que reúne 100 nomes de destaque da ciência em Berlim e na região metropolitana da capital alemã.

Thaiane aparece entre os dez nomes classificados pelo jornal como “Rising Stars”, as estrelas em ascensão que, segundo a publicação, merecem ser acompanhadas de perto.

A seleção é feita pela redação de Ciência do Tagesspiegel e considera não apenas a pesquisa científica, mas também aspectos como ensino, atuação social e participação no debate público.

Para quem conheceu Thaiane ainda criança na televisão brasileira, a trajetória pode surpreender. Antes da engenharia ambiental, das pesquisas sobre plástico e das salas da Universidade de Potsdam, ela foi atriz mirim da Globo.

E a mudança de uma carreira para a outra tem um ponto de virada bastante concreto: a pandemia.

Da televisão para a ciência

Thaiane começou a atuar ainda criança e participou de produções da TV Globo como “Bambuluá”, “Agora É Que São Elas” e “Malhação”.

Em “Agora É Que São Elas”, novela exibida originalmente em 2003 e que recentemente entrou no catálogo do Globoplay, interpretou Alice.

A carreira artística continuou depois da infância. Em entrevista ao Mais Berlim, Thaiane contou que, antes da pandemia, vivia em São Paulo e estava bastante focada na atuação. Fazia testes para produções, inclusive para novelas e para a Netflix.

Então veio a Covid-19.

Com a paralisação do setor, Thaiane voltou para a casa da mãe, no Rio de Janeiro. Foi nesse período que uma atividade aparentemente simples começou a mudar o rumo de sua vida.

“Eu comecei catando lixo com meu irmão durante a pandemia”, contou ao Mais Berlim.

Ao lado do irmão, quando tudo começou
(foto: acervo particular)

Os dois começaram a recolher resíduos na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Aos poucos, outros jovens foram chamados e a iniciativa ganhou novos participantes.

O trabalho ambiental também começou a aproximá-la de instituições e organizações. Thaiane conta que passou a estabelecer parcerias, entre elas com o Goethe-Institut e o Consulado da Alemanha.

A experiência ajudaria a consolidar um caminho que unia meio ambiente, educação e comunicação.

Engenharia ambiental e o Instituto Ecocria

Participação na COP17 (acervo pessoal)

Thaiane formou-se em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também em Artes Cênicas pela Faculdade CAL.

É fundadora do Instituto Ecocria, organização dedicada à educação, comunicação e conscientização socioambiental e climática.

Um dos principais projetos ligados à iniciativa é o Canal Novo Mundo, que utiliza comunicação, educação ambiental e mobilização para aproximar as questões ambientais do cotidiano da população.

Segundo a Universidade de Potsdam, iniciativas lideradas por Thaiane já contribuíram para a retirada de mais de 160 toneladas de resíduos de espaços públicos e para a realização de mais de 500 ações.

Em maio de 2026, a própria universidade a escolheu como International Student of the Month.

Thaiane também recebeu o reconhecimento UNESCO Green Citizen, ligado à atuação ambiental e ao trabalho de mobilização e educação desenvolvido no Brasil.

Uma brasileira na Universidade de Potsdam: aluna e professora ao mesmo tempo

Aluna e professora do mestrado na Universidade de Potsdam

Atualmente, Thaiane cursa na Universidade de Potsdam o mestrado internacional Climate, Earth, Water and Sustainability (CLEWS), voltado a temas relacionados ao clima e à sustentabilidade.

O programa reúne pesquisadores de referência internacional na área climática.

Mas um episódio chama especialmente a atenção em sua passagem pela universidade: antes mesmo de concluir o mestrado, Thaiane também passou para o outro lado da sala de aula.

Ela participou como professora de uma disciplina do próprio curso da qual é estudante.

“Eu sou aluna do mestrado, mas também estava como professora esse ano nessa matéria”, contou ao Mais Berlim.

A disciplina, chamada “Plastics in the Environment”, aborda questões relacionadas à poluição por plástico.

A brasileira participou do ensino de temas relacionados ao impacto desses resíduos e às possibilidades de enfrentamento do problema.

A situação de ser simultaneamente mestranda e professora do próprio programa também surpreendeu Thaiane.

“É muito louco”, resumiu ao contar a experiência ao Mais Berlim.

O plástico que também está dentro das nossas casas

Estudos com foco na redução de plástico na construção civil (foto: acervo particular)

É justamente o plástico um dos principais focos de sua pesquisa na Alemanha.

Quando se fala em poluição plástica, é comum pensar imediatamente em garrafas, sacolas, embalagens descartáveis ou resíduos encontrados nos oceanos.

Thaiane chama atenção para outro setor: a construção civil.

“Tem muita gente que não relaciona”, explicou ao Mais Berlim.

O plástico pode estar presente em diferentes componentes utilizados nas construções, como tubos de PVC e até tintas acrílicas.

Durante sua pesquisa, Thaiane trabalhou com duas abordagens: reduzir a utilização de plástico na construção civil e estudar possibilidades para reaproveitar resíduos já existentes, inclusive plástico retirado dos oceanos.

O trabalho foi desenvolvido também durante sua passagem como bolsista do programa International Climate Protection Fellowship, da Fundação Alexander von Humboldt.

A fundação registra entre as áreas de atuação da brasileira temas como gestão de resíduos, construção sustentável, proteção climática, economia circular e poluição plástica.

É possível construir com plástico retirado do oceano?

Catando lixo na praias (reprodução redes sociais)

Uma das possibilidades estudadas por Thaiane é justamente o reaproveitamento de resíduos plásticos para a fabricação de materiais de construção.

Ela cita experiências que transformam plástico recuperado em componentes semelhantes a tijolos, que podem ser empregados, por exemplo, em construções rápidas e situações emergenciais.

A pesquisadora ressalta, entretanto, que encontrar uma nova utilização para o resíduo não elimina a necessidade de enfrentar a origem do problema.

Para ela, reaproveitamento e redução precisam caminhar juntos.

“A ideia é reduzir o plástico. Muita gente não sabe que a gente usa muito plástico na construção”, explicou.

O objetivo de longo prazo, portanto, não é simplesmente encontrar cada vez mais usos para o plástico descartado, mas diminuir a dependência desse material.

Do Brasil para a COP30

A atuação ambiental também levou Thaiane ao debate climático internacional.

Em 2025, ela participou como palestrante da COP30, realizada em Belém, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.

A participação teve um significado especial em sua trajetória. A Universidade de Potsdam relata que estar em uma conferência climática desse porte era um objetivo que Thaiane carregava desde a adolescência.

O Tagesspiegel também destacou sua participação na COP30 ao apresentá-la entre os nomes selecionados para a lista de 2026.

O próximo passo será uma startup na Alemanha

Na Mongólia. Speaker na conferência da ONU COP17 da Desertificação. Painel com o Vice-ministro de Meio Ambiente da Mongólia

Thaiane já prepara uma nova etapa da carreira.

Em entrevista ao Mais Berlim, revelou que pretende lançar uma startup na Alemanha.

Embora tenha estudado possibilidades de utilização de plástico recuperado dos oceanos para a produção de materiais de construção, ela explica que desenvolver um produto desse tipo é um processo mais complexo e não deverá ser o foco inicial da empresa.

A startup deverá começar concentrada principalmente em comunicação climática, educação ambiental, consultoria e divulgação científica.

“Por enquanto vai ser mais focado em comunicação e educação”, explicou.

Para Thaiane, existe espaço para melhorar a forma como as questões climáticas são comunicadas também na Alemanha.

A proposta acaba reunindo duas áreas que atravessam sua trajetória: ciência e comunicação.

A atriz continua fazendo parte da cientista

A mudança profissional também não significa que Thaiane esqueça sua história na televisão.

Ao Mais Berlim, ela disse ter boas lembranças da época em que trabalhou como atriz.

E uma de suas novelas voltou recentemente a encontrar o público.

“Agora É Que São Elas”, produção da Globo de 2003 da qual participou ainda criança, entrou no catálogo do Globoplay mais de duas décadas depois de sua exibição original.

A comunicação, portanto, nunca desapareceu completamente de sua trajetória. Mudou de função.

Hoje, a experiência de comunicar se encontra com o trabalho científico, a educação ambiental e a intenção de tornar temas complexos relacionados ao clima mais compreensíveis para diferentes públicos.

“Achei que fosse fake”

Mesmo com uma trajetória que já inclui a Fundação Alexander von Humboldt, a UNESCO, a COP30 e a Universidade de Potsdam, a notícia de que seu nome apareceria entre os destaques científicos escolhidos pelo Tagesspiegel pegou Thaiane de surpresa.

Ao Mais Berlim, ela contou que recebeu a informação por e-mail e, inicialmente, chegou a desconfiar.

“Eu falei: ‘isso é fake, sei lá, estão me zoando’”, contou, aos risos.

Depois foi conferir e percebeu que era verdade.

Um amigo chegou a comprar vários exemplares da edição impressa do jornal para ela.

O reconhecimento chega justamente quando Thaiane transita entre diferentes papéis: mestranda e professora, pesquisadora e comunicadora, brasileira construindo uma nova etapa profissional na Alemanha.

Uma trajetória que começou diante das câmeras, passou por uma coleta de lixo com o irmão durante a pandemia e chegou às páginas do Tagesspiegel entre as estrelas em ascensão da ciência da região de Berlim.

Fontes complementares: Tagesspiegel, Universidade de Potsdam, Fundação Alexander von Humboldt e UNESCO.

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Alemanha registra 41ºC e bate novo recorde de temperatura https://maisberlim.com/alemanha-recorde-calor-41-graus-berlim-onda-de-calor/ https://maisberlim.com/alemanha-recorde-calor-41-graus-berlim-onda-de-calor/#respond Sun, 28 Jun 2026 12:42:01 +0000 https://maisberlim.com/?p=1479 Alemanha registra novo recorde de temperatura com 41°C. Entenda por que está tão quente, a previsão para Berlim e Alemanha, quando o calor deve diminuir e os principais cuidados.

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Imagem: Unplash

Serviço nacional de meteorologia aponta para formação de tempestades severas ao longo do fim de semana.

A Alemanha voltou a registrar um novo recorde de temperatura neste sábado (27), em meio à intensa onda de calor que atinge grande parte do país. Segundo dados preliminares do Serviço Meteorológico Alemão (DWD), os termômetros alcançaram 41,5°C em Möckern-Drewitz, no estado da Saxônia-Anhalt, estabelecendo um novo recorde nacional pelo segundo dia consecutivo.

O DWD mantém alerta oficial para calor extremo em diversas regiões do país. O órgão informa que a população enfrenta uma situação de forte a extrema sobrecarga térmica, especialmente em áreas urbanas, onde as temperaturas permanecem elevadas durante a noite, reduzindo o resfriamento natural do organismo.

Além do calor intenso, o serviço meteorológico alerta para a formação de tempestades severas, principalmente no oeste e no norte da Alemanha. As condições atmosféricas favorecem a ocorrência de chuvas intensas, rajadas de vento e queda de granizo, aumentando o risco de transtornos após dias consecutivos de temperaturas excepcionais.

As autoridades recomendam que a população evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, mantenha-se hidratada e redobre os cuidados com idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, considerados os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo.

Berlim vive um dos momentos mais críticos desta onda de calor. A capital alemã está sob alerta para calor extremo, com temperaturas próximas dos 40°C, número incomum para a cidade. As autoridades cancelaram atividades escolares, eventos esportivos e culturais ao ar livre, enquanto hospitais registram aumento nos atendimentos relacionados ao calor.

A atual onda de calor é considerada uma das mais intensas já registradas no país e reforça a preocupação dos meteorologistas com a frequência crescente de eventos climáticos extremos na Europa.

O calor extremo já afeta a rotina em Berlim

Imagem: Unplash

Os impactos da onda de calor já são sentidos em diversos setores da cidade. Neste fim de semana, pelo menos dois eventos ligados à comunidade brasileira foram cancelados por questões de segurança.

O concerto do projeto Komponistin!, que aconteceria no Schloss Britz sob regência da maestra brasileira Andréa Huguenin Botelho, foi cancelado devido à previsão de calor extremo. Em comunicado oficial, a organização informou que a decisão foi tomada para garantir a segurança do público, dos músicos e de toda a equipe envolvida.

Outro evento adiado foi a tradicional Festa Junina da Bossa FM Europa, que seria realizada neste sábado. Os organizadores remarcaram a festa para o dia 1º de agosto e orientaram o público a evitar exposição ao calor, reforçando os cuidados com hidratação.

A rotina da capital também precisou ser adaptada. Neste domingo (28), a Polícia de Berlim utilizou caminhões com canhões de água para refrescar moradores e turistas na região da Potsdamer Platz. Em vez de operações de segurança, os veículos lançaram uma fina névoa de água sobre as pessoas para aliviar a sensação térmica durante a onda de calor. A iniciativa ganhou destaque na imprensa alemã e nas redes sociais.

Por que está fazendo tanto calor?

Imagem: Unplash

Segundo o Serviço Meteorológico Alemão (DWD), o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a atual onda de calor é resultado da combinação de diferentes fatores atmosféricos.

O principal deles é um bloqueio de alta pressão, conhecido como domo de calor (heat dome). Esse sistema funciona como uma tampa sobre a atmosfera, impedindo a chegada de frentes frias e mantendo o ar quente preso próximo à superfície.

Ao mesmo tempo, ventos vindos do norte da África transportaram uma massa de ar extremamente quente para a Europa Central. O céu praticamente sem nuvens permitiu que a radiação solar aquecesse ainda mais o solo, elevando rapidamente as temperaturas.

Os especialistas destacam que, embora nenhum evento isolado possa ser atribuído exclusivamente às mudanças climáticas, o aquecimento global provocado pelas atividades humanas aumenta significativamente a frequência, a intensidade e a duração das ondas de calor observadas na Europa.

Quando o calor deve diminuir?

A previsão oficial do Serviço Meteorológico Alemão indica que a mudança no tempo deve começar ao longo do início da próxima semana.

A chegada de uma frente fria deverá romper o bloqueio atmosférico responsável pelo calor extremo, favorecendo a formação de tempestades, chuvas e uma redução gradual das temperaturas em boa parte da Alemanha.

Em Berlim, a expectativa é que as máximas voltem gradualmente para valores próximos da média do verão ao longo da semana. Apesar da melhora, alguns dias ainda poderão registrar temperaturas acima dos 30°C.

Como deve ser o restante do verão?

As previsões sazonais do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF) indicam que o verão de 2026 deve continuar mais quente que a média em grande parte da Europa.

Isso não significa que haverá calor extremo todos os dias, mas aumenta a probabilidade de novas ondas de calor ao longo de julho e agosto, alternadas com tempestades intensas e episódios de chuva forte, um padrão cada vez mais frequente no continente.

Meteorologistas alertam que episódios como o registrado neste fim de semana tendem a se tornar mais comuns nas próximas décadas caso o aquecimento global continue avançando.

Por que Berlim sofre tanto com o calor?

Embora a Alemanha tenha um clima considerado temperado, grandes cidades como Berlim sofrem com o chamado efeito de ilha de calor urbana.

O concreto, o asfalto e os edifícios absorvem calor durante o dia e o liberam lentamente durante a noite. Como consequência, as temperaturas permanecem elevadas mesmo após o pôr do sol, dificultando o resfriamento do organismo e aumentando os riscos à saúde.

Esse fenômeno também explica por que as noites em Berlim têm sido excepcionalmente quentes durante esta onda de calor.

Quais são os riscos do calor extremo?

As autoridades de saúde alertam que temperaturas muito elevadas podem provocar:

  • Desidratação;
  • Insolação;
  • Exaustão pelo calor;
  • Queda de pressão arterial;
  • Agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias;
  • Aumento do risco de infarto e AVC;
  • Piora da qualidade do sono devido às noites quentes.

Os grupos mais vulneráveis são idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao sol durante longos períodos.

Como se proteger

Imagem: Unplash

O Serviço Meteorológico Alemão (DWD) e as autoridades de saúde recomendam:

  • Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede;
  • Evitar atividades físicas entre 11h e 18h;
  • Permanecer em locais frescos sempre que possível;
  • Utilizar roupas leves e claras;
  • Usar chapéu, boné e protetor solar;
  • Manter janelas fechadas durante o período mais quente do dia e ventilar os ambientes durante a noite e a madrugada;
  • Acompanhar idosos, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade;
  • Nunca deixar crianças ou animais dentro de veículos estacionados, mesmo por poucos minutos.

Um alerta para o futuro

Para os cientistas, a onda de calor que atinge a Alemanha é mais um exemplo de como os eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes na Europa. Embora fenômenos naturais sempre tenham existido, o consenso científico aponta que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana aumentam a probabilidade de episódios como este ocorrerem com maior intensidade e duração.

A expectativa é que governos, cidades e a própria população precisem se adaptar a uma nova realidade climática, em que temperaturas próximas ou superiores a 40°C deixem de ser eventos excepcionais e passem a ocorrer com maior frequência durante os verões europeus.


Fontes: Serviço Meteorológico Alemão (DWD), Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), Organização Meteorológica Mundial (OMM/WMO), Instituto Robert Koch (RKI) e Ministério Federal da Saúde da Alemanha (BMG).

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